confesso que ando muito cansada, sabem? mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. dizem que não há dor que dure para sempre. tudo é vário. temporário. nunca somos, sempre estamos. e apesar de saber de tudo isso, porque é que algumas dores duram tanto? eu escrevo pela dor, pela adrenalina, pelo encanto. pela vontade de gritar e de sentir qualquer coisa. porque vivo pelas palavras e morro nelas, a cada dia que passa. um tic tac ambulante do que não sou, do que não digo e pelo que não choro. o que me escapa é um desespero bonito de ser ver. é a respiração, os desejos psíquicos que não tive coragem de contar. é como uma doença. minha e só minha. ninguém tem os meus sintomas e ninguém sabe. o papel amassado no chão entende mais do que tu e eu. eu não sei se quero sentir o que me explode pelos dedos. mas, ainda que eu não admita, escrever salva-me, quase todos os dias. exausta, exactamente assim que estou.
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