Orgasmos Pendentes

Adoro quando acordo com vontade de foder. Não sei explicar, mas parece que todo o meu corpo clama por sexo automaticamente. E sei que se não tratar disso na hora, todo o restante dia será um pequeno inferno para mim que só verei sexo á frente. Depois de cuidar de mim da melhor forma que conheço, tomo um daqueles longos banhos dos quais não vivo sem. E admito, chamem-me egocêntrica se assim o desejarem mas, mais uma vez volto a “cuidar de mim”. De mim, sim, porque quem melhor que eu para me tocar da forma que eu mais gosto?
Deixo a pergunta no ar enquanto me visto. Ainda não vi as horas mas sei que estou atrasada, porque quando se trata de cuidar de mim todo o tempo é pouco. Não tenho por hábito tomar o pequeno-almoço, porque se dizem que dormir é meio sustento, então sexo é o sustento todo. E a junção dos dois é o pequeno-almoço completo.
Saio de casa e componho-me para a caminhada que se segue, sempre apreciei esses cinco minutos da manhã, é neles que planejo o meu dia. Paro para tomar um café enquanto analiso o comportamento das pessoas á minha volta. Reparo num casal a discutir e presto atenção, não por ser intrometida, mas porque gosto de estar a par do modo de raciocinar que se utiliza nos dias de hoje. Depois de algumas frases da parte deles chego á conclusão que as mulheres se apaixonam pelo que ouvem e homens se apaixonam pelo que vêem. Por isso é que elas se maquilham e eles mentem.
No exacto momento em que me deparo que as minhas conclusões não são nada conclusivas, sinto-me a ser observada. Levanto a cabeça e procuro a fonte de alimentação desse meu pressentimento. Tem olhos claros e cabelo comprido, um gorro daqueles de que preciso e parece que aprecia café tanto quanto eu, porque mesmo depois de já ter bebido um, tem outro de lado para levar. Caio em mim quando a vejo levantar-se, fico a observá-la com normalidade enquanto se aproxima e depois de ela ter soltado um pequeno sorriso vejo que gosta de ser observada.

- Qual é o final que idealizas para a história deles? – Pergunta enquanto tira o casaco e se senta.

- Creio que provavelmente a falta de educação dela irá acabar com eles. – Argumentei sorrindo de forma desafiante.

- Desculpa. Achas que posso sentar-me? – Suplicou em tom de brincadeira.

Aceno com a cabeça dizendo que sim enquanto ela se chega para mais perto de mim. Fiquei fã do perfume que usa e acho que não a imaginaria com nenhum outro, foi feito para ela. Reflicto sobre começar uma conversa, ou por outro lado, ser fiel a mim mesma e permanecer simplesmente a observar cada detalhe.
Ela morde o lábio inferior e faz-me desejar ouvir a sua respiração a acelerar. Tenho os meus olhos fixados nos dela e sei que está a pensar exactamente no mesmo que eu porque não sabe onde colocar nem o que fazer com as mãos.
- Preciso usar a casa de banho. - Comentou ao levantar-se e levando as coisas consigo.
Fico alguns segundos na mesa quando decido segui-la. Vou em direcção á casa de banho e solto um sorriso interior quando me lembro de como acordei de manhã. Mal entro sinto alguém a puxar-me e sem dar por isso estamos fechadas numa das casas de banho.Já me sinto a suar por querer dar o meu melhor, lambo o queixo dela e enterro os meus dedos nas suas costas. Ela geme, morde o meu pescoço e sabendo que não posso levar marcas para casa, peço para ter cuidado enquanto lhe puxo o cabelo. Ela pergunta se não tenho pena dela enquanto eu empurro com mais força, ela solta um gemido e eu digo-lhe que ninguém a mandou ser tão atraente. Acompanho o ritmo dela, já sei que ela vai chegar ao orgasmo. Massejo o seu clitóris, ela geme, quase chora de tanto tesão, fita-me com os olhos semicerrados e pergunta se não vou prová-la. “Agora sim” eu digo, beijo a boca dela e digo que se ela não chegar lá não tem piada. Sentei-a e baixei-me, aproximei o rosto e comecei a lambê-la. Passava nos lábios, no clitóris e uma vez ou outra enfiava a língua. Ela gemia alto. Era óptimo estarmos sozinhas ali e ela poder gemer daquela forma. Ela queria deixar bem claro o quão excitada estava. O tesão dela era tanto que não demorou até que se viesse na minha boca. Eu continuei a lamber mesmo ela estando totalmente molhada. As pernas dela tremiam e eu só imaginava tudo o que gostaria de lhe fazer.
O meu telemóvel toca e lembro-me de estar atrasada, ela percebe pela minha expressão. Pega no meu telemóvel e guarda o contacto dela enquanto eu me recomponho. Dou-lhe um beijo na testa e saio. Quem diz que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia, acertou em cheio. 

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