eu vejo-te em todos os finais de festas quando os meus olhos param para te procurar no meio de tanta gente. vi-te também no meu melhor sorriso e naquele dia em que as coisas não estavam a dar muito certo, só queria o teu abraço. eu tenho um monte de coisas para fazer, mas eu só consigo lembrar-me de ti e de como as coisas seriam mais bonitas se o meu “monte de coisas” te incluísse do meu lado. eu já rezei, já chorei, bebi e nada adiantou. não consigo tirar-te daqui. tu ocupas todo o espaço. agora nem ocupas mais. só existe um vazio do tamanho do meu corpo, que eu não consigo preencher. só que esse vazio és tu. que ocupas tudo por aqui sem nem ao menos querer ocupar. e dói. acordar todos os dias assim. porque como se diz por aí, a nossa vida pára, a tua fica igual, porque somos nós que amamos. e foram meses horríveis. meses em que podia ter corrido tudo para o torto. as coisas aconteciam, e eu só me lembrava a quem as contava.
*nostalgia*

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